Escrevo enquanto a bateria me permite. O meu lap top me avisa que ela se esvai.
Como num sonho amedrontador, eu tento publicar essas palavras que podem ser importantes para alguém. Se bem, que tenho certas dúvidas a cerca da minha existência, que dirá de outras existências. O CD que já foi tido como mídia confiável (sedesmancha enquanto o vinil resiste e retorna), pula sem parar. Pena... pois no caso é uma música que gosto... Mas, os pulos, não atrapalham totalmente a escuta. Já conheço bem a música e o cérebro, em uma operação automatizada da percepção, segue em frente "ouvindo" a música e desconsiderando o erro de leitura.
A xícara de café expresso me olha e me diz que não pode fazer nada a respeito... Meu estômago arde... "que culpa eu tenho" a xícara isolente me diz.
As operações as quais estamos expostos: a da bateria que se esvai, do CD que pula, a xícara insolente, são da ordem do sentido, sentimento vem a ser outra coisa... Há que se distinguir...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
Sentinela
Ele está ali parado com seu nada a dizer
O amor que a sentinela sente
Em mente ele tem a lente
De aumentada solidão
Somente em seu confuso olhar...
Ele não me vê com o amor que é próprio dos homens
Que nasceram para amar seus pares como os vasos de barro
Que no aconchego da grama se unem pelo limo verde e marrom
Seu desejo está à prova, está pronto para derrubar
O muro de esponja ou de lona verde de caminhão barrento
Que rápido some no éter
Que cheiro imune posso achar em seus braços de sentinela?
nenhum
O amor que a sentinela sente
Em mente ele tem a lente
De aumentada solidão
Somente em seu confuso olhar...
Ele não me vê com o amor que é próprio dos homens
Que nasceram para amar seus pares como os vasos de barro
Que no aconchego da grama se unem pelo limo verde e marrom
Seu desejo está à prova, está pronto para derrubar
O muro de esponja ou de lona verde de caminhão barrento
Que rápido some no éter
Que cheiro imune posso achar em seus braços de sentinela?
nenhum
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Lembramento
Daí, ele pequeno nos seus 9, me falou do lembramento
Falou da vírgula voadora e de todas as perguntas que o pé-de-pato faz
Daí, o lembramento me faz falta, não sei se por mágoa ou desejo
Sim, temos que lembrar da estrela que ja viveu
O cavalo que nos diz seu sim em sorrisos de tártaro
Do sentido daquela rua que a mulher afogada e verde me conduz
Do lembramento ficou uma folha, que branca na escuridão ri
A caneta não resolve o lembramento, ela so diz do que eu acho que sonhei
Sem lembrança sou vazio
Sem ulterior sentido
Sem singelo sorriso que lambe meu contorno em PB
Só lembramento minha amiga: não vai responder!
Falou da vírgula voadora e de todas as perguntas que o pé-de-pato faz
Daí, o lembramento me faz falta, não sei se por mágoa ou desejo
Sim, temos que lembrar da estrela que ja viveu
O cavalo que nos diz seu sim em sorrisos de tártaro
Do sentido daquela rua que a mulher afogada e verde me conduz
Do lembramento ficou uma folha, que branca na escuridão ri
A caneta não resolve o lembramento, ela so diz do que eu acho que sonhei
Sem lembrança sou vazio
Sem ulterior sentido
Sem singelo sorriso que lambe meu contorno em PB
Só lembramento minha amiga: não vai responder!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
semelhança
Semeando um pouco de sede em cada canto negro
A sala mantem tudo que por ela passou
Tudo que por ela vive ou morre em cada fração de borboleta
Semelhança é o que botamos na ponta da faca e que risca as faces sujas daqueles que fomos
Cinzento é o dia em que a amada se foi
Assim chega armada de Lusos com chumbo e prata
Aqui vieram
Aqui há semelhanças
Palavra que volta cruzada em movimento de buraco negro
Que traga a palavra, a luz e o corpo
Que dorme e não fala, não vê nem sonhou
De fim de semelhanças somos todos cinzentos
De fim de semelhanças somos todos sujos
Só quem viu pode ficar por essas bandas daqui para sempre
A sala mantem tudo que por ela passou
Tudo que por ela vive ou morre em cada fração de borboleta
Semelhança é o que botamos na ponta da faca e que risca as faces sujas daqueles que fomos
Cinzento é o dia em que a amada se foi
Assim chega armada de Lusos com chumbo e prata
Aqui vieram
Aqui há semelhanças
Palavra que volta cruzada em movimento de buraco negro
Que traga a palavra, a luz e o corpo
Que dorme e não fala, não vê nem sonhou
De fim de semelhanças somos todos cinzentos
De fim de semelhanças somos todos sujos
Só quem viu pode ficar por essas bandas daqui para sempre
quarta-feira, 14 de julho de 2010
A Loucura dos outros

Loucura que emana, que passa pelos sentidos em toques de sabiá-laranjeira.
Sendo quem sou e sem saber quem sou torno-me possível a tudo.
A todos? A toques? A rasgos na escuridão de sangue e mal cheirosos encontros
Sentir não é saber. Ter não é viver. A vida é só um monte de coisas quentes ou frias que se come com pressa, medo e culpa.
Esperança é tão linda quanto aquele macaco que não vejo.
O sono recolhe os sentidos ao poço da pescaria dos peixes que nunca vimos.
Dizer, tocar, linguar, chorar, sentar, comer...Tudo sem símbolos e sem dono.
Quem é o dono das minhas pernas?
Sentindo frio pinto a porta com o verniz da angústia.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
O inevitável de Sempre
Não estamos dispostos a abrir mão do desejo. Mesmo naqueles momentos em que o desejo se opõe a civilidade, as normas sociais? A luz sobre esse embate já nos foi dada pela psicanálise e seu criador nos apontou os proximos passos, que seria quando nós entenderíamos mundo interior como algo inexplicável como é inexplicável a crença em um deus que não vemos. Estamos prontos pra tal empresa abstrata mas ainda não sabemos disso. Destruimos todos os dias a energia do grande patriarca, mas a reconstruimos assim que acordamos no outro dia e pedimos ao nada que nosso dia seja melhor. Que passos demos depois daqueles que demos sob a luz da nossa ciencia da existência do inconciente?
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Lendo Machado
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