Semeando um pouco de sede em cada canto negro
A sala mantem tudo que por ela passou
Tudo que por ela vive ou morre em cada fração de borboleta
Semelhança é o que botamos na ponta da faca e que risca as faces sujas daqueles que fomos
Cinzento é o dia em que a amada se foi
Assim chega armada de Lusos com chumbo e prata
Aqui vieram
Aqui há semelhanças
Palavra que volta cruzada em movimento de buraco negro
Que traga a palavra, a luz e o corpo
Que dorme e não fala, não vê nem sonhou
De fim de semelhanças somos todos cinzentos
De fim de semelhanças somos todos sujos
Só quem viu pode ficar por essas bandas daqui para sempre
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
A Loucura dos outros

Loucura que emana, que passa pelos sentidos em toques de sabiá-laranjeira.
Sendo quem sou e sem saber quem sou torno-me possível a tudo.
A todos? A toques? A rasgos na escuridão de sangue e mal cheirosos encontros
Sentir não é saber. Ter não é viver. A vida é só um monte de coisas quentes ou frias que se come com pressa, medo e culpa.
Esperança é tão linda quanto aquele macaco que não vejo.
O sono recolhe os sentidos ao poço da pescaria dos peixes que nunca vimos.
Dizer, tocar, linguar, chorar, sentar, comer...Tudo sem símbolos e sem dono.
Quem é o dono das minhas pernas?
Sentindo frio pinto a porta com o verniz da angústia.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
O inevitável de Sempre
Não estamos dispostos a abrir mão do desejo. Mesmo naqueles momentos em que o desejo se opõe a civilidade, as normas sociais? A luz sobre esse embate já nos foi dada pela psicanálise e seu criador nos apontou os proximos passos, que seria quando nós entenderíamos mundo interior como algo inexplicável como é inexplicável a crença em um deus que não vemos. Estamos prontos pra tal empresa abstrata mas ainda não sabemos disso. Destruimos todos os dias a energia do grande patriarca, mas a reconstruimos assim que acordamos no outro dia e pedimos ao nada que nosso dia seja melhor. Que passos demos depois daqueles que demos sob a luz da nossa ciencia da existência do inconciente?
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Lendo Machado
sexta-feira, 5 de março de 2010
Recomeço?
domingo, 7 de fevereiro de 2010
About Vancouver
Andando bem distraido, vejo um casal há alguns metros de mim se aproximando de um vaso de plantas público em uma esquina movimentada. O casal carrega um pequeno vaso com violetas, enquanto ela tira as violetas do vaso plastico cuidadosamente o rapaz cava com as mãos um buraco no vaso público. Eles simplesmente plantam as violetas e vão embora tranquilamente. Essa operação levou exatamente o tempo de eu cruzar por eles e parar no ponto de onibus de hábito. Entender que o público é de todos e que fazemos parte desse "todos" não é tão difícil. A operação lógica é: Planto uma flor em um vaso público que está em meu caminho e me beneficio disso.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Panoramica_self
Assinar:
Postagens (Atom)
